27/06/2008

A 'praca' do PMDB

Além de algumas vezes serem questionados por suas atitudes no exercício das funções administrativas, os políticos agora podem passar a ser criticados por agredir a língua portuguesa. Na cena abaixo, a placa do antigo diretório do PMDB, que ainda figura triunfante na sua sede, mostra que a grafia correta das palavras não está entre as preocupações das lideranças do município. Alguém se habilita a encontrar os seis erros na placa?

Resposta nos comentários, hahahaha.

25/06/2008

Cara rico na área


O empresário Eike Batista, dono da empresa MMX, responsável pela obra do Complexo Portuário do Açu, desembarca hoje (25/06), por volta das 10h 30, no Aeroporto Bartholomeu Lizandro, em Campos. Eike então pegará um helicóptero e vai sobrevoar o canteiro de obras do Açu, em São João da Barra, que é o maior investimento particular do Brasil. Logo depois, ele segue para o gabinete da prefeita de SJB, Carla Machado, onde irá conceder uma entrevista coletiva aos órgãos de imprensa da região.Eike depois irá almoçar no restaurante Boi Grill, ainda em SJB. O acesso ao restaurante é limitado e será feito através de convites. Após o almoço, Eike retorna para o Rio. Eike é um dos homens mais ricos do mundo, com fortuna avaliada em cerca de R$ 16 bilhões.


O minerioduto Minas-Rio - com aproximadamente 525 quilômetros de extensão – será o maior do mundo, com capacidade de transportar 26,5 milhões de toneladas de minério de ferro por ano, ligando as reservas minerais, no estado de Minas Gerais, ao Complexo Portuário do Açu. Especula-se que o grupo das empresas X (MMX, LLX, etc), já tenha comprado 2/3 das terras de São João da Barra.

29/04/2008

A moda dos blogs

Além de tomar as emissoras de rádio e TV, jornais e as ruas, a disputa política em Campos também toma a internet. A moda dos blogs pegou mesmo e agora, qualquer um, seja candidato, ocupante de cargo público ou candidato, já possui seu espaço na internet onde desfila cobras e lagartos dos opositores e da situação do município.

Além disso, também há muitos veículos de comunicação que literalmente se pautam em cima dos assuntos publicados nos blogs, roubando matérias e desenvolvendo os assuntos comentados. Também há aqueles que, não compreendendo a natureza dessa nova forma de comunicar, fazer críticas ferozes e infundadas aos que utilizam a nova ferramenta para expressar idéias e opiniões.

Legal também é ver que, os agentes que publicam seu material na net, já até se organizaram como um grupo, formando a Rede Blog. Ainda possuindo um caráter informal, que é próprio da comunicação pela internet, a Rede Blog já foi responsável por manifestos como o 'Dia do Abandono', que foi realizado no ambiente virtual e até mesmo a 'Chega de Palhaçada', que tomou as ruas do centro da cidade no último dia 26 de abril.

Sobre as críticas, acho mesmo é que tem gente incapaz de se aliar a tecnologia e tem medo de que as 'investigações' dos blogueiros, respinguem suas ações!

Enfim, vamos blogar!

28/04/2008

Trocando as Bolas

Por motivos de força maior (aniversário da minha vó), não pude comparecer à manifestação do último sábado. Mas, gostaria de comentar um pouco sobre como seus objetivos ficaram um pouco distorcidos, digamos assim, junto à alguns setores da sociedade.

No editorial da edição de domingo do jornal O Diário, foi colocado que a manifestação serviu para "proteger os políticos acusados de corrupção". Ora bolas! O objetivo da manifestação foi justamente o contrário. Até onde me consta (e até onde foi divulgado), a manifestação era para protestar contra as pessoas, incluindo Mocaiber, Arnaldo e Garotinho, que seriam as responsáveis pela situação política no município. Neste caso, por parte do jornal, houve uma completa inversão de valores. Segundo meus informantes, que compareceram ao ato, o motivo seria a vaia que o deputado Federal, Geraldo Pudim, tomou ao passar por perto dos manifestantes.

A matéria da Inter TV se equivocou e informou que a manifestação dos blogueiros e a dos simpatizantes do PMDB, que organizaram a "Frente contra a corrupção", fossem a mesma coisa. Não foram. As duas manifestações tiveram pessoas, idéias e objetivos diferentes e não foram a mesma coisa. Erro.

Ainda houve outros segmentos da sociedade, que classificaram como uma 'palhaçada', literalmente o ato. Apesar de os manifestantes portarem narizes de palhaço, o ato foi mesmo uma coisa séria, para mostrar que as pessoas estão insatisfeitas com a conduta dos políticos campistas.

Só mais uma coisa, apesar de parecer 'independente', essa manifestação não é. Lembrem-se sempre que Campos é a cidade do Rabo Preso, tudo está ligado a algum interesse e esse episódio não é diferente. Não se iludam.

Um efusivo abraço!

25/04/2008

Nota de repúdio!

Estou utilizando o espaço para comunicar aos colegas jornalistas o absurdo que aconteceu hoje, por volta das 10h 30, na sede da prefeitura durante a posse do prefeito Alexandre Mocaiber.

Enquanto os colegas de imprensa estavam aguardando para entrar no gabinete e fazer as imagens do prefeito, um grupo de manifestantes favoráveis ao prefeito começou um coro de: "Fora Record! Fora Record!". O mais absurdo foi que o ex-secretário de Comunicação, Roberto Barbosa, que deverá tomar posse de novo, proferiu palavras de ordem para a segurança dizendo: "Não deixem a Record entrar!".

Confundidos com a equipe da Record, a repórter da Inter TV, Cláudia Eleonora, e o câmera da empresa, Júnior, quase foram agredidos e chegaram a sofrer empurrões. A repórter da Record, Alessandra, e o câmera, estavam dentro do auditório e não foram atingidos pelos seguranças.

A direçaõ do jornal, O Diário, orientou a seus motoristas de que não deixem os carros do jornal do lado de fora da empresa por questões de segurança. Estão instruindo os motoristas para que guardem os veículos na garagem com medo de depredações.

Isso é um absurdo que não pode acontecer, em governo nenhum e em situação nenhuma. Isso é um absurdo e só nos mostra que, pelo menos para a classe jornalística, o governo Mocaiber já retornou mal.

24/04/2008

Nas próximas horas...

Daqui a pouco tem sessão na Câmara dos Vereadores. A expectativa é de que o presidente da Casa, Marcos Bacelar, explique por que tomou a decisão de continuar com o 'circo' armado no último dia 18.

Bacelar, que por algumas vezes alegou que "estava cumprindo decisão do STJ, que é uma instância superior à 1ª Vara Federal", recebeu, no momento da sessão de 'posse', o texto com o novo afastamento de Mocaiber. Vamos aguardar para ver quais as decisões que serão tomadas agora pela Casa de Leis.

22/04/2008

Back to the fight!

Depois de muito tempo, eu volto a utilizar este espaço. Peço desculpas pela falta de atualizações, pelas quais eu culpo a preguiça e o envolvimento, absolutamente cansativo, com a cobertura dos últimos eventos políticos na cidade. Quem olha de fora não imagina o quanto é desgastante realizar um bom trabalho diante da bagunça em que está o município de Campos dos Goytacazes.

Nas próximas atualizações, colocarei cenas dos bastidores das publicações das portarias do 'prefeito' Alexandre Mocaiber, que está afastado, com justiça, pela justiça.

Contra a palhaçada

Sou mais um dos que estou aderindo à manifestação "Chega de Palhaçada", que será realizada no próximo sábado, dia 26, às 10h. Mais detalhes no texto abaixo. A iniciativa foi do professor, jornalista e colega, Vítor Menezes e blogueiros. Vamos todos juntos nos manifestar contra essa palhaçada!

Blogueiros, artistas, jornalistas, estudantes, professores e vários outros cidadãos indignados, de qualquer categoria profissional, vão realizar no próximo sábado, 26, às 10h, uma manifestação popular no Calçadão de Campos, com concentração no Largo da Imprensa, para mostrar que nem todo campista está inerte diante do descalabro político que se abateu sobre a cidade.

É uma chance de mostrar que ainda existe cidadania em Campos. Uma oportunidade de gritar um "Chega de Palhaçada!", e convidar os campistas de bem a pressionarem por algo de novo na política.

A iniciativa não tem qualquer relação com partidos ou entidades, e pretende apenas ser um gesto espontâneo de indignação.

A sugestão é a de que cada um se vista de preto e utilize nariz e peruca de palhaço. Mas cada um pode e deve participar do jeito que quiser. E levar câmeras digitais para fazer a cobertura alternativa e publicar nos blogs, fotologs e portais de vídeo. Apitos também são bem-vindos.

Espalhe esta convocação por todos os meios que estiver ao seu alcance e participe. Vamos mostrar que não estamos condenados a manter este cenário sombrio que se formou na cidade.

27/03/2008

Briga no telhado

Continuando com o clima de euforia que permanece em frente ao prédio da Justiça Federal, onde os sete detidos na Telhado de Vidro prestam depoimento, duas mulheres incorporaram o clima da revolta e chegaram às vias de fato.

Uma delas, seria a sobrinha de um dos detidos que estava sendo ouvido pelo juiz Fabrício Antônio Soares, da 1ª Vara Federal. A briga teria acontecido porque a namorada (isso mesmo, namorada), dela a teria tentado beijar em público, sendo repelida por tapas e puxões de cabelo. Após os golpes, a beijoqueira foi embora, enquanto a agressora, continuou circulando e conversando, simpaticamente, com as outras pessoas que estavam acompanhando os depoimentos.

Ditado do dia: "Em briga de lésbicas não há quebra pau"

Cuspe no telhado

Uma multidão se aglomerou agora há pouco em frente ao prédio da Justiça Federal para acompanhar a chegada dos sete presos pela operação Telhado de Vidro. A população recebeu os detidos com muitas vaias e xingamentos, enquanto acompanhava a caminhada dos sete. O primeiro a chegar foi o presidente da Cruz Vermelha, Ricardo Luiz de Paranhos Pimentel, que passou pelo portão às 13h 30. Os demais chegaram em um furgão da PF uma hora depois e também foram recebidos com o mesmo entusiasmo dos populares.

O ex-gerente de gabinete, Edílson Quintanilha, chegou a encarar a multidão que o ofendia por alguns segundos, antes de ser conduzido. O ex-procurador do município, Alex Campos, ao contrário de seu hábito anterior, estava com a barba por fazer, parecendo mais um lenhador canadense.

A emoção dos populares foi tão grande, que um deles chegou a cuspir em direção aos acusados. Apesar do 'tiro', não se sabe qual dos seis teria sido atingido pelo 'projétil'. A imprensa foi impedida de entrar no prédio onde acontecem os depoimentos.

20/03/2008

Homem de Preto, o que é que você faz?

Circula na cidade a conversa de que o avião negro da Polícia Federal deverá fazer mais uma visita à cidade na próxima semana. Mesmo que não sejam o BOPE, esses homens de preto estão causando temor aos vilões da cidade, ameaçando esquemas que garantem influência, poder e polpudas contas bancárias à divcersas pessoas. Segundo as coordenadas, o 'avião', ao invés de pousar no aeroporto Bartholomeu Lizandro, vai aterrisar na Avenida Alberto Torres, em frente à pracinha do Liceu.

14/03/2008

O homem das frases...

Tanto quanto as circunstâncias de sua ascensão, as frases proferidas pelo prefeito em exercício Roberto Henriques em seus discursos. O prefeito, que já está lembrando o lendário ex-presidente do Corínthians, Vicente Matheus, já soltou algumas pérolas em entrevistas, como estas:

"São Pedro não pode dar um espirro que Campos pega logo uma pneumonia"

"A prefeitura não pode ser transformada em um castelo inglês, cheio de fantasmas"

"Há hoje muitas empresas de sovaco. Que são aquelas em que os proprietários andam com uma pasta debaixo do braço e dizem que tem uma empresa"

Pelo o que vemos por aí, ainda teremos muito mais frases para nos divertir com o prefeito!

13/03/2008

Telhado de Vidro - Ódio e justiça

Ódio, vingança e alívio. Assim está o povo de Campos após a Operação Telhado de Vidro, que afastou o prefeito Alexandre Mocaiber e levou vários secretários presos. Além de pegar os "graúdos", a operação permitiu uma ação, que está sendo tomada pelo prefeito Roberto Henriques de lutar contra os funcionários fantasmas que encontram-se na prefeitura.

Essa nova limpeza será motivo ainda maior de felicidade para os funcionários. Por que? O cara que vai trabalhar na repartição pública, acorda cedo, rala o dia inteiro e ainda depois, no final do mês, ganha um salário minguado, sente raiva. Ele sente raiva porque, nas suas costas, existem vários funcionários fantasmas, que não colocam a bunda nas repartições, só aparecem na hora de receber e ainda ganham um salário bem maior do que aquele funcionário que trabalha como um condenado. O funcionário fantasma ganha nas costas daquele que realmente trabalha, e isso cria a raiva diária, que vira ódio.

Ódio por ver a situação e não poder fazer nada. Ódio por ser desvalorizado. Ódio por ver a injustiça. Ódio crescente e recorrente.

Agora, com essa iminência de, pelo menos, um início de reação, de limpeza, os funcionários, humildes, que trabalham, podem realmente comemorar. Seu ódio, sua vingança está sendo consumada. Mas ainda falta muito. Aos poucos, as coisas vão se acertando e o troco dos pequenos é dado.

O ódio só é extinto com o troco, que está sendo bem dado!

12/03/2008

Não tem preço

Da série Mastercard:

Verba Federal desviada pela fraude: R$ 240 milhões.

Dinheiro encontrado na casa do prefeito: R$ 20 mil.

Ver João Oliveira e Roberto Barbosa com cara de bunda na televisão: Não tem preço.

Tem coisas que o dinheiro não compra, para todas as outras existe o Ministério Público Federal!

10/03/2008

A morte do Capitão América



Eu só tinha ouvido falar, mas, finalmente, no último sábado, fui às bancas e comprei a revista Novos Vingadores n° 49, que traz a história da morte de ninguém mais, ninguém menos do que o Capitão América. Apesar de ser comum nos quadrinhos a morte e ressurreição de super-heróis o tempo todo, confesso que foi muito trágico ler a história e ver o desenho de Steve Rogers coberto por um saco plástico. Aquilo me emocionou como há algum tempo não acontecia nos quadrinhos ou em qualquer outra mídia. Enquanto lia a história, chegava a torcer para que ele se salvasse, mesmo sabendo que seu destino já estava selado.

Mesmo com sua morte nos quadrinhos, que foi o desfecho de uma boa saga (Guerra Civil), o Capitão não morreu realmente. Ainda que nos gibis ele não apareça por mais algum tempo (como diria um amigo meu, ninguém morre nos quadrinhos), o Capitão irá se manter vivo nas outras mídias, figurando sempre como um personagem símbolo da Marvel. Como muita pouca gente acompanha as histórias dos personagens como elas realmente são (através das HQ’s), essa morte não será tão impactante assim para o mundo como foi para mim e para muitos outros leitores dessa arte.

Vale a pena lembrar que não foi realmente a bala de Ossos Cruzados nem a de sua companheira da Shield que matou o América. Ele foi morto por George W. Bush, que graças à sua política de guerra, fez com que crescesse o receio dos americanos em manifestar o seu patriotismo, como Steve Rogers sempre fez. Durante muito tempo, os alemães também sentiram essa vergonha patriótica devido ao nazismo e só voltaram a ter o orgulho patriótico durante a Copa do Mundo de 2006. Ah, a queda nas vendas dos gibis também pagaram um preço da bala. Sempre que as vendagens estão baixas, lá vem os roteiristas desgraçarem a vida dos heróis, só para salvar a pátria.

É torcer para que as HQ’s, que já sobrevivem mal em épocas de internet e vídeo games, se recuperem. Ou não vai sobrar um herói pra contar a história.

Os frascos da Adega

Quem passava pela movimentada avenida, fosse de dia ou de noite, não poderia deixar de reparar no Alonzo. Com sua fachada imponente, cheia de luzes e com o nome escrito em grandes letras, o restaurante era um dos locais mais famosos da cidade. As notícias do sabor incomparável de sua comida, a habilidade dos chefs e a simpatia dos garçons, transmitidas sempre por aqueles que visitavam, era a grande propaganda do restaurante, que atraía centenas de pessoas todas as noites.

A variedade das pessoas que freqüentavam o restaurante também era digna de nota. Magnatas, estudantes, jogadores de futebol, feministas, casais de namorados e de casados há cinqüenta anos dividiam as mesas e o espaço como se fossem todos velhos conhecidos. O restaurante, que também funcionava como um bar para a happy hour, era uma grande área de encontros, onde as diferenças eram sanadas. O ambiente era sempre leve, sempre amigável, parecia que ali, a felicidade era completa.

Soraya e Lina estavam pela primeira vez no restaurante. Soraya havia brigado com o namorado e parecia que iria ficar triste para o resto da vida. A amiga a tentava consolar. Algo muito difícil de se conseguir. Elas tinham escolhido o Alonzo justamente devido à sua fama, Lina achou uma boa idéia testar a ‘felicidade’ do local. Fizeram o pedido. O garçom entrou na cozinha e passou para o chef, que olhou, coçou a cabeça e sentenciou: “Leve lá para baixo”.

O garçom desceu e foi até a adega do restaurante. Lá, estava um senhor de idade sentado diante de uma enorme prateleira de frascos. Ele, que olhava para a estante, pegando as garrafas, leu o pedido das meninas e disse: “Coração partido. Leve este”. Deu um dos frascos para o garçom e foi embora. Durante o cozimento do prato, o chef despejou a garrafa na panela, serviu e entregou ao garçom.

Depois de quatro garfadas e um gole de vinho, Soraya já nem se lembrava mais do namorado que a deixou. Lina lembrava histórias engraçadas e divertia-se contando e rindo. Algumas piadas surgiram ocasionalmente e atraíram mais um grupo de amigos para perto. O lugar todo parecia um grande organismo, completo e cheio de felicidade. Lá embaixo, diante da prateleira, o velho continuava concentrado. Apesar de toda felicidade acima de sua cabeça, ele continuava com a sua missão e as suas receitas. “Depressão. Hum, pesado. Leve um frasco e meio desse aqui”, entregando a garrafinha ao garçom.

05/03/2008

Uma ode à preguiça...

Muito se diz da pessoa preguiçosa. Aquele indivíduo que não quer trabalhar, não quer estudar e parece não se adaptar à correria do 'mundo moderno'. Essas pessoas são constantemente repreendidas pelos pais, professores, patrões e até mesmo pelos vizinhos. São lançados à fogueira como se fossem bruxas no século XVIII.

Mas a preguiça é um paradoxo que pode ser a solução para o mundo. Explico: No mundo de hoje, as pessoas são compelidas, empurradas, forçadas, diariamente a fazer coisas que não querem fazer. Neste mundo, somos OBRIGADOS a trabalhar para sobreviver, o que faz com que muitos trabalhem em empregos que não gostam e que não os realiza, nem como pessoas nem como profissionais.

Então o que acontece? Estresse, irritação, crimes, violência, desilusão, inversão de valores. O Ter superando o Ser. Guerra velada, vizinhos querendo se dizimar para subir na escala social. Guerras e outras coisas.

Caso essa lógica captalista não existisse e as pessoas pudessem exercer sua preguiça e dormir até a hora em que quisessem, fazer o que quisessem, como quisessem, tudo seria diferente. Até mesmo um lixeiro sentiria prazer no que faria, pois, ele faria aquilo porque ESCOLHEU fazer aquilo. Cada pessoa iria procurar fazer o que mais gostasse e todas as profissões seriam 'completadas' por pessoas interessadas nelas, fazendo com que cada trabalho fosse melhor realizado, pois seria realizado com gosto.

A preguiça também funciona como um freio, um alerta do nosso corpo que mostra que as coisas andam erradas, muito erradas.

Exercite sua preguiça!

PS: Postei essa pequena teoria no meio do trabalho. Foi muito mais interessante do que realizar minhas atividades diárias e obrigatórias.

22/02/2008

Satanismos Disney

A criatividade reside mesmo nas barracas de comércio informal, também conhecido como camelôs. No sábado pela manhã, flagrei mais um lançamento exclusivo desta mega-empresa mundial. Em um dos postos de venda na Rua Barão do Amazonas, quase em frente ao prédio da Serla, um dos camelôs vendia um DVD intitulado "Satanismo na Disney", que abordava indícios da prática religiosa do mal nos 'inocentes' desenhos para crianças. Esse vídeo não existe nas listas de vendas da Disney ou em qualquer outra loja, sendo uma exclusividade do criativo mercado informal.

Quem se interessou pela preciosidade, ela pode ser adquirida pela bagatela de R$ 15.

21/02/2008

Dia do Abandono 2... A lenda não morreu!

Cara Velha...

O programa Cara Nova, que está sendo testado pelo governo municipal, está dando uma 'penteada'nos bairros. O primeiro bairro escolhido pela prefeitura foi a Penha, que recebeu mais de 300 agentes entre o pessoal do CCZ e da Limpeza Pública. Mas, o serviço parece que esqueceu os habitantes da Estância da Penha, bairro que fica AO LADO do bairro escolhido para o início dos trabalhos. Eles reclamam que a o bairro foi ABANDONADO pelo poder público, que se esqueceu de seus moradores. Sabe como é, a Penha aparece mais...

Abandono

Nesse dia do abandono, vale lembrar que devemos sempre evitar o auto-abandono, ou seja, não devemos deixar de lado a capacidade de nos indignar com o estado caótico das coisas e a capacidade de tomarmos ações para modificar isso. Apontar os erros e cobrar os responsáveis é uma possibilidade. As listas de visitas dos blogs aumenta cada vez mais e chama a atenção de quem já deveria ter prestado atenção nisso faz tempo, como políticos importantes e pessoas ligadas à atual administração. Parabéns a esta iniciativa xamânica!

Dois abandonados

O prédio da Lira de Apolo, no Centro de Campos, foi tomado por um incêndio há cerca de dez anos e até hoje não foi reformado. Continua caindo aos pedaços. Caídos aos seus pés, estão várias pessoas que dormem no chão, no frio e sob péssimas condições de higiene. Todos os dias. Basta passar á noite pelo local e ver esses dois abandonados 'abraçados', esperando uma melhora.

06/02/2008

Relipolítica

Na quarta-feira de cinzas, abordei um cidadão campista enquanto fazia uma enquete para o jornal sobre o que a população já está pensando sobre as eleições para governo municipal, que acontecem este ano. Ao iniciar o assunto, a resposta do transeunte foi a seguinte:

— Não posso falar sobre política. Sou evangélico, me desculpe.

E lá foi embora, com um jornal nas mãos com toda a cobertura do carnaval carioca, no qual uma modelo desfilou com um tapa sexo de cerca de 10 centímetros (que deixou a modelo com frio). Fica a questão: a vida política do município é coisa de satã ou a sacangam do carnaval é mais santa que esse processo?